Essa TAG foi traduzida pela Ariel Petraglia do blog Inexplicited.

Há um tempão atrás eu respondi essa TAG mas ela ficou perdida no meu antigo blog que já não existe mais. Como eu adorei essa proposta, resolvi respondê-la novamente.

Há quanto tempo você é gótica?

Me considero gótica desde os 14 anos, quando realmente pesquisei sobre a subcultura e me identifiquei totalmente. Isso foi em meados de 2007. Foi nessa época que comecei a frequentar casas noturnas como o finado Aeroflith, a festa Theatro dos Vampiros (que hoje se chama Projeto Absinthe) e algumas outras que não existem mais (nessa época era totalmente normal não exigir idade mínima de 18 anos para entrar nesses locais).

Como você foi apresentada à subcultura gótica?

Nunca tive referências próximas a mim que eu me lembre. Quando eu comecei a ouvir metal, costumava comprar algumas revistas do assunto (quem lembra da Rock Brigade?) e me apaixonei pela estética de algumas bandas de vocal feminino, como Nightwish, Within Temptation, Tristania... Nessa época também foi lançado o clipe Nemo (Nightwish) e eu fiquei maravilhada com tudo aquilo. Sentia que finalmente havia me encontrado. 

Qual subgênero do gótico você se encaixa?

Eu prefiro o gótico tradicional. Esteticamente gosto da influência do punk e dos anos 80. Mas já transitei por vários estilos quando era mais nova, principalmente o romântico. 

O que você acredita ser a base da subcultura?

Música. A partir da música a gente descobre o "modus operandi" da subcultura gótica e seus temas mais recorrentes. Tem vários subgêneros dentro da subcultura, certamente você se encontrará em um. 

O que você não gosta em ser gótico?

Quando eu comecei a me vestir assim não gostava dos olhares tortos e das piadinhas preconceituosas. Hoje em dia me incomoda um pouco a banalização do termo "gótico", como se isso fosse apenas uma fantasia de Dia das Bruxas. 

O que os seus pais acham disso tudo?

Eu já não vivo com eles há um tempo, mas quando eu era mais nova nunca entenderam meu estilo e meus gostos. Viam como "coisa do demônio", roupas escandalosas demais, "bota da Xuxa" (se referindo aos coturnos de plataforma). Nada como conquistar a liberdade para ser aquilo que é.

Sobrancelhas ou sem sobrancelhas?

Nos outros eu acho lindo raspar a sobrancelha, mas não tenho coragem de raspar as minhas - até porque sou bem preguiçosa para me maquiar e acho que se fizesse isso perderia um pouco da expressão facial.

Qual a sua banda favorita?

Difícil mencionar apenas uma: Sisters of Mercy, Clan of Xymox, Diary of Dreams, Alien Sex Fiend, Joy Division, She Past Away, Gangue Morcego e várias outras.

Sua opinião sobre Marilyn Manson?

Não gosto das músicas e a pessoa dele em si não me diz nada. 

Como foram os seus dias de “baby bat”?

Confusos, pegava minhas referências e misturava tudo. Era comum eu sair com saia jeans, camiseta de banda, bota e várias correntes penduradas hahaha. Demorei muito tempo para descobrir do que eu gostava realmente e não vestir uma roupa apenas porque ela me serviu. As experiências foram boas, pude conhecer vários locais que hoje já não existem e aproveitei muito minha adolescência e início da vida adulta. 




Umas das poucas coisas que não podem nos tirar é o conhecimento. Por isso acredito que este seja o item principal para o empoderamento de verdade. Não que você só terá valor quando alcançar uma graduação, porque nem todo conhecimento é acadêmico. Mas hoje especificamente vou falar sobre a graduação em História.

Há dois tipos de graduação: licenciatura e bacharelado. Ao optar por uma licenciatura você será habilitado a dar aulas da matéria em questão, por isso terá aulas de pedagogia, didática, psicologia da educação, filosofia da educação, entre outras.

O curso vai possibilitar uma visão abrangente dos acontecimentos passados e suas diferentes interpretações nos campos social, econômico, político, religioso. Estudar História, basicamente, é aprender sobre as ações do homem através do tempo.

A duração média é de 4 anos. E a maioria dos cursos segue uma linha cronológica, ou seja, você vai começar o curso estudando a Antiguidade Clássica, passará pela Idade Média, Renascimento, Idade Moderna e por fim discutirá temas contemporâneos, já com uma bagagem suficiente para estabelecer relações entre os acontecimentos.

História exige MUITA leitura e capacidade de interpretação de texto. Os autores mais vistos durante o curso são: Marc Bloch, Jacques LeGoff, Jean Jacques Rousseau, Maquiavel, Fernand BraudelFrançois Dosse, Peter Burke, Ciro Flamarion Cardoso, Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de Holanda, Florestan Fernandes, Eric Hobsbawm, entre muitos outros que são apresentados durante o curso - historiador não lê apenas Karl Marx, tá?

Eu optei por ser professora de ensino fundamental e médio, mas quero seguir carreira acadêmica através do mestrado. Talvez mais pra frente eu faça resenhas dos livros que estou lendo para me preparar e coloco mais informações sobre a continuidade dos estudos, o que acham?

"O historiador não é bombeiro nem juiz. Não resgata e não condena. Tenta compreender, criticar, apontar contradições, estabelecer conexões plausíveis a partir de uma argumentação baseada em indícios deixados pelas fontes." (Marcos Napolitano)